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PRODUTORES NÃO FAZEM O PLANTIO DIRETO CORRETAMENTE

O Pesquisador Rodrigo Araújo Garcia da Embrapa Agropecuária Oeste vai apresentar uma palestra na Showtec  2012 sobre a importância de um bom manejo do solo para o sucesso da agricultura e a conservação do recinto de produção. Ele irá mostrar que o sistema plantio direto precisa ser aplicado com a totalidade de suas práticas e recomendações e não apenas parcialmente ou de forma errada.
Em depoimento ao Periódico Correio do Estado, na seção Correio Rural & Negócios, o pesquisador salientou que o plantio direto é a grande ferramenta para produzir conservando. Muitos tem utilizado o sistema, porém não da forma correta e ideal. Como exemplo ele citou que a rotação de culturas que é fundamental para o sucesso desse sistema, tem se fixado no binômio soja-milho safrinha, sendo necessário a introdução de outras culturas como sorgo, milheto ou girassol. Também destacou a importância da manutenção da palha proveniente da cultura anterior no solo. Ele afirma que isso tem sido feito, porém a quantidade de palha mantida é insuficiente. Desta forma os objetivos conservacionistas do sistema não estão sendo atingidos na maioria das ocasiões. Para ele, o único fator onde houve avanços foi no não revolvimento do solo de forma mais agressiva, onde os produtores tem efetivamente dado respostas.
O sistema plantio direto vem mostrando ser uma técnica essencial nos sistemas de produção, onde a principal consequência de sua adoção é a conservação do solo agrícola. Ademais, está em consonância com as diretrizes do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), em razão do potencial desse sistema em aumentar os estoques de carbono no solo, que é fundamental em solos tropicais, afirma Rodrigo Garcia. Porém ele destaca que para a viabilidade do sistema plantio direto, são estratégicos a aplicação de alguns fatores e técnicas como a rotação de culturas, a ausência do não revolvimento do solo e a manutenção da palha no solo durante todo o ano. Sendo que o último (palha no solo) pode ser melhorado pelo cultivo de plantas de cobertura, como milheto, brachiarias, aveias e crotalárias. A diversificação de culturas também contribui para a menor incidência de pragas nas lavouras, o que ultimamente vem se tornando um problema constante na sucessão soja-milho safrinha.
Um solo bem manejado no decorrer dos anos resultará em maior rentabilidade da atividade agrícola da propriedade. Uma vez que contará com características físicas, químicas e biológicas mais favoráveis ao desenvolvimento das raízes das plantas. A reciclagem de nutrientes e a eficiência na utilização de fertilizantes serão maiores, além do aumento na capacidade de armazenamento de água no solo, o que é de fundamental importância no Estado do Mato Grosso do Sul, que apresenta períodos de estiagem, como o ocorrido na presente safra agrícola.
(Fonte: Jornal Correio do Estado – 23/01/2012)


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