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Governo de MS e Banco do Brasil assinam cooperação para reforma de pastagens e plantio de florestas

O Governo do Estado do Mato Grosso do Sul e o Banco do Brasil assinaram no dia 26 de novembro os primeiros contratos da nova linha de financiamento para produtores, destinada para a redução de emissão de gases de efeito estufa na agropecuária, que possibilitará a ampliação de recursos para a recuperação de áreas e pastagens degradadas com carência e prazos mais longos para os encargos financeiros estipulados no Programa ABC (Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura). O programa ajudará a recuperar as áreas de pastagens e agrícolas. No Estado do Mato Grosso do Sul, cerca de nove milhões de hectares de pastagens estão degradadas e não tem mais a mesma produtividade e rentabilidade que se pode obter. O Banco do Brasil implementa este Programa através de alguns contratos, com juros fixos de 5,5% ao ano e prazo de carência de três anos, para recuperar a produtividade da terra.

O Programa ABC incentiva seis iniciativas básicas com metas e resultados previstos até 2020:

Plantio direto na palha – A técnica dispensa o revolvimento do solo e evita a erosão com a semeadura direta na palha da cultura anterior. A técnica protege o solo, reduz o uso de água, aumenta a produtividade da lavoura e diminui despesas com maquinário e combustível. O Objetivo é ampliar os atuais 25 milhões de hectares para 33 milhões de hectares. Esse acréscimo permitirá a redução da emissão de 16 milhões a 20 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

Recuperação de pastos degradados – O objetivo é transformar as terras desgastadas em áreas produtivas para a produção de alimentos, fibras, carne e florestas. A previsão é recuperar 15 milhões de hectares e reduzir entre 83 milhões e 104 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

Integração Lavoura-pecuária-floresta – O sistema busca alternar pastagem com agricultura e floresta em uma mesma área. Isso recupera o solo, incrementa a renda e gera empregos. A meta é aumentar a utilização do sistema em 4 milhões de hectares e evitar que entre 18 milhões e 22 milhões de toneladas de CO2 equivalentes sejam liberadas.

Plantio de florestas comerciais – O plantio de eucalipto e de pinus proporciona uma renda futura para o produtor e reduz o carbono do ar através do oxigênio liberado pelas árvores. O foco é aumentar a área de 6 milhões de hectares para 9 milhões de hectares.

Fixação biológica de nitrogênio – A técnica visa desenvolver microorganismos/bactérias para captar o nitrogênio existente no ar e transformá-lo em matéria orgânica para as culturas, o que permite a redução do custo de produção e melhora a fertilidade do solo. O ABC pretende incrementar o método na produção de 5,5 milhões de hectares e reduzir a emissão de 10 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

Tratamento de resíduos animais – A Iniciativa aproveita os dejetos de suínos e de outros animais para a produção de energia (gás) e de composto orgânico. Outro benefício é a possibilidade de certificados de redução de emissão de gases, emitidos por mercados compradores. O objetivo é tratar 4,4 milhões de metros cúbicos de resíduos de suinocultura e outras atividades, deixando de lançar 6,9 milhões de toneladas de CO2 equivalentes na atmosfera.

Os reflexos dessas medidas serão sentidos por toda a população brasileira, em especial na região Centro-Oeste onde deve ocorrer um incremento na produção de alimentos (grãos,carne) e outros como a celulose, ampliando as oportunidades de trabalho e contribuindo para a elevação de renda dessa população.

(Fonte: Informe Agropecuário – Novembro 2011)


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